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Procuradora Christiane Monnerat faz sua estreia literária

Lançamento de Crime e Latido promove um “exorcismo jurídico”

Sobre a autora

 Procuradora de Justiça, ativista da causa animal e agora escritora, Christiane Monnerat estreia na literatura com um livro tão visceral quanto necessário. Conhecida por sua atuação combativa no Ministério Público do Rio de Janeiro, especialmente à frente da 19ª Promotoria de Justiça, Christiane dedicou mais de uma década à luta pelos direitos dos animais, em meio a resistências institucionais, estigmas e desafios emocionais profundos. Ganhou notoriedade nacional ao liderar o processo que pôs fim à tração animal na Ilha de Paquetá. O episódio, marcado por enfrentamentos e resiliência, lhe rendeu o rótulo pejorativo de “maluca do Au-Au” — que ela prontamente ressignificou como emblema de coragem e empatia. Portadora de uma doença rara e grave, transformou também o adoecimento físico em catalisador de lucidez. Sua escrita nasce da interseção entre dor e lucidez, sarcasmo e esperança.

 

“Melhor ser uma maluca com lança nas mãos do que uma cínica de braços cruzados.” — Christiane Monnerat

 

“Transformei boletins de ocorrência em crônicas, laudos em metáforas e inquéritos em literatura — porque alguns silêncios latem mais alto que sentenças.”

Sobre o livro 

Crime e Latido, livro de estreia de Christiane Monnerat, reúne memórias, episódios jurídicos e relatos tragicômicos vivenciados pela autora no universo forense carioca. Muito mais do que um livro sobre leis ou burocracias, trata-se de uma verdadeira “tragicomédia jurídico-humana” — como define a própria autora no prefácio —, onde personagens reais beiram o absurdo e situações insólitas se transformam em narrativa literária.

 

O livro nasceu da necessidade de expurgar experiências que marcaram a trajetória da autora e revela bastidores desconhecidos de um sistema que muitas vezes parece mais um roteiro de série satírica do que uma estrutura de justiça. Entre cavalos maltratados, processos kafkianos e promotores com alma de poetas, o leitor mergulha em uma escrita irreverente, sensível e cheia de humor ácido.

 

Ao longo dos capítulos, o que se desenha é também o retrato de uma mulher que ousou sentir e resistir — e que hoje transforma seus “absurdos de gabinete” em arte. A obra é um grito lúcido disfarçado de prosa, uma declaração de amor aos que não têm voz — os animais — e uma provocação aos que insistem em ignorar o essencial.

 

 

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