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Nubank quer deixar de ser companhia aberta

Empresa esta pedindo cancelamento de registro de companhia aberta

no Brasil, mas os papéis da empresa, continuarão disponíveis

para negociação no mercado de ações brasileiro.


O Nubank informou no mês passado, que esta reestruturando seu programa de BDR Nível III para o Nível I na bolsa de valores de São Paulo, a B3.

Com esta mudança, a fintech deixará de ter companhia aberta no Brasil.

Apesar da alteração, os papéis da empresa continuarão disponíveis para negociação no mercado de ações brasileiro – e seguem representando uma parcela (um sexto) da ação da fintech nos EUA. Em comunicado oficial, o Nubank informou que objetivo é "buscar maior eficiência e continuar a gerar valor de longo prazo para investidores e clientes". O BDR é um recibo negociado em bolsa com lastro em ações listadas no exterior.

No nível III, há a necessidade do registro da empresa junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de oferta pública dos ativos, o que não ocorre no nível I.

COMO ISTO SE FARÀ Uma vez implementada, a operação dará aos donos de BDRs da companhia a opção de receber ações ordinárias classe A negociadas na Nyse, na proporção de 6 BDRs para cada ação – portanto, para optar por essa alternativa o investidor tem que possuir um mínimo de 6 BDRs. Outra opção será trocar os BDRs de nível III por papéis de nível I, na proporção de um para um.

Por fim, os investidores do Nubank na B3 poderão simplesmente, vender seus papéis. Em fato relevante, a companhia afirmou que a proposta visa a "maximizar a eficiência e minimizar redundâncias consequentes de uma companhia aberta em mais de uma jurisdição".


O Nubank afirmou que a decisão, não afeta em nada, o compromisso de longo prazo do grupo com o Brasil. A medida acontece após o cofundador e presidente-executivo do banco digital, David Vélez, ter manifestado insatisfação com a visão de analistas de instituições financeiras no Brasil em relação às ações do Nubank. Em entrevista à Reuters, na semana passada, Vélez disse que parte dos analistas no Brasil parece esperar do Nubank rentabilidade maior de forma mais imediata, mas que há etapas a serem percorridas antes que sua tese se confirme. Das 17 casas de análise que acompanham a ação do Nubank, segundo dados da Refinitiv, três têm recomendação 'underperform', todas elas no Brasil (Itaú BBA, Bradesco e Santander). O BTG Pactual tem recomendação neutra. O anúncio ocorre também na esteira de inovações regulatórias e tecnológicas, que têm facilitado a negociação por investidores de varejo do Brasil diretamente em bolsas estrangeiras. O plano do Nubank será submetido à aprovação da B3. (Com informações da Reuters).

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