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Fernanda Arraes: três mulheres, um mesmo destino no cinema

Há momentos na carreira de um artista em que os desafios deixam de ser apenas profissionais e passam a se tornar verdadeiros ritos de passagem. Para a atriz Fernanda Arraes, esse momento chegou com o longa O Futuro é Agora, dirigido por Miguel Rodrigues. No filme, ela assume uma missão complexa: interpretar três personagens completamente distintas dentro da mesma narrativa,um exercício de entrega que exigiu profundidade emocional, transformação física e um mergulho criativo intenso.


Conhecida por sua presença marcante e pelo trabalho na série americana The Bay, Fernanda vive agora um dos momentos mais maduros de sua trajetória artística. Além de protagonizar o novo longa, ela também assina a co-produção do projeto, ampliando sua atuação para além das câmeras.


O filme nasce da expansão de um universo de curtas que evoluiu para uma narrativa única, pulsante e profundamente humana. Ao explorar os impactos da tecnologia, dos algoritmos e da inteligência artificial nas relações contemporâneas, a obra propõe uma reflexão sobre identidade, escolhas e responsabilidade emocional em um mundo cada vez mais digital.

Para Fernanda, o convite para viver três personagens foi ao mesmo tempo empolgante e desafiador.

“Quando recebi o convite, senti uma mistura de honra e um pânico saudável. Interpretar três mulheres completamente diferentes exige um mergulho profundo, quase como desligar e religar versões de mim mesma em poucas horas”, conta a atriz. “Eu sabia que seria difícil, mas também sabia que seria transformador.”

Três personagens, três universos

Construir três identidades em um mesmo filme exigiu um processo meticuloso de criação. Cada personagem precisava existir com autenticidade própria, evitando qualquer sensação de repetição ou sobreposição.


Fernanda desenvolveu estratégias pessoais para diferenciar cada mulher que interpreta na trama.


“Cada uma exigiu um trabalho de corpo, voz, energia e história interna”, explica. “Criei diários individuais, playlists, formas de caminhar e até maneiras diferentes de respirar.”


No set, as mudanças eram quase coreografadas. Entre uma cena e outra, figurino, cabelo e postura precisavam ser alterados rapidamente para que a atriz pudesse entrar em uma nova identidade.


“Às vezes mudávamos cabelo, figurino e postura em minutos. Era quase um ritual de troca de pele”, lembra.

Tecnologia e humanidade

Embora dialogue diretamente com temas como inteligência artificial e algoritmos, O Futuro é Agora não se limita à discussão tecnológica. A essência da história está no impacto dessas ferramentas sobre a dimensão emocional e humana da vida.

Para Fernanda, essa é justamente a força da narrativa.

“A tecnologia muda tudo ao nosso redor, mas não muda nosso coração”, afirma. “O filme fala de responsabilidade emocional, empatia, limites e escolhas.”


Na visão da atriz, a trama revela um dilema contemporâneo: o risco de permitir que sistemas digitais definam identidades e caminhos pessoais.


“Mostra o quanto estamos expostos e o quanto podemos transformar nossa realidade quando entendemos quem somos — e não quem os algoritmos dizem que somos.”

Do set à produção

Assumir também a função de co-produtora trouxe uma dimensão diferente ao projeto. Mais do que interpretar, Fernanda participou das decisões estruturais que moldaram o filme.


“Produzir me deu uma visão mais profunda da estrutura e da intenção do filme”, explica. “Você passa a cuidar do projeto como quem cuida de uma casa.”


Segundo ela, essa experiência ampliou sua conexão com o trabalho e impactou diretamente sua atuação.


“Isso me deu mais precisão e mais entrega em cena.”

Novos caminhos no cinema

Além de O Futuro é Agora, Fernanda também integra o elenco do longa Deixe-me Viver, no qual contracena com o ator Humberto Martins.


A atriz descreve a experiência como marcante e emocionalmente intensa.


“Trabalhar com o Humberto, que é extremamente generoso e comprometido, elevou meu trabalho”, revela. “Meu papel nesse filme tem uma carga emocional muito humana.”


A produção aborda temas como superação e reconstrução, questões que, segundo ela, dialogam profundamente com sua jornada artística.


“É um projeto que fala de superação e reconstrução, temas que me atravessam como artista e como pessoa. Estou muito feliz ao saber que Deixe me viver já foi aprovado para participar do Festival de Cannes em maio de 2025. Isto é um marco para nosso cinema brasileiro “

O futuro em construção

Em uma fase de expansão profissional, Fernanda Arraes parece caminhar com clareza sobre o tipo de história que deseja contar.


Seu olhar está voltado para projetos que provoquem reflexão e emoção, mantendo a arte como espaço de encontro com a essência humana.


“Espero continuar contando histórias que toquem as pessoas”, diz. “Quero continuar me desafiando.”


E completa com a sensibilidade de quem entende o poder do cinema:


“Espero que a arte continue sendo um lugar onde o humano possa respirar, sentir e existir plenamente.”


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