A Voz Feminina como Construção de Identidade
- Absolute Rio

- há 2 dias
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A construção da identidade feminina passa, antes de tudo, pela possibilidade de falar.
Falar sobre o que se sente, o que se viveu e o que ainda dói. Em muitos casos, o
silêncio não foi uma escolha, mas uma adaptação, uma forma de sobreviver em
contextos que não ofereciam escuta.
Durante muito tempo, mulheres aprenderam a engolir emoções, a normalizar o cansaço
e a minimizar a própria dor. No entanto, aquilo que não é dito não desaparece. As
emoções silenciadas permanecem, atravessam o corpo, interferem nas relações e
impactam diretamente a forma como a mulher se enxerga e se posiciona no mundo.
Na prática terapêutica, é comum perceber que a fala tem um efeito organizador.
Quando a mulher encontra espaço para se expressar, algo interno se rearranja. A
palavra não resolve tudo, mas alivia, esclarece e fortalece. Falar é, muitas vezes, o
primeiro gesto de cuidado emocional.
É a partir dessa compreensão que surgem espaços dedicados à escuta feminina.
Ambientes onde histórias não são tratadas como exposição, mas como expressão
legítima de quem se é. Dar voz não é apenas comunicar, é reconhecer a própria
trajetória, validar emoções e construir identidade com mais consciência.
Quando uma mulher se autoriza a falar com verdade e responsabilidade emocional, ela
deixa de apenas sobreviver às próprias experiências. Ela se apropria da sua história,
fortalece sua presença e passa a ocupar espaços com mais segurança e autenticidade.
A campanha Janeiro Branco nos lembra que saúde emocional não é um tema pontual,
mas um compromisso contínuo. E, para muitas mulheres, esse cuidado começa quando
a própria voz deixa de ser silenciada e passa a ser respeitada por elas mesmas e pelo
mundo ao redor.








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