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DEZEMBRO VERMELHO – Acolher para salvar.


O dia 1º de dezembro é dedicado ao “dia mundial de luta contra a AIDS”, onde os cuidados dedicados a pacientes portadores da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) devem ser intensificados. Pela importância que os cuidados com essa patologia, juntamente com as demais doenças infecciosas sexualmente transmissíveis (ISTs). Mas você sabe qual a história desta doença?


A AIDS foi diagnosticada no início da década de 80 em San Francisco, nos Estados Unidos da América em um grupo específico formado por pessoas do sexo masculino, homossexuais. Tais pacientes apresentavam as mesmas características:


“Sarcoma de Kaposi” (doença que provoca lesões na pele, nos órgãos internos, gânglios e nas membranas de mucosas que revestem a boca, nariz e garganta), pneumonia e deficiência do sistema imunológico. Essas características, hoje, estão relacionadas diretamente ao portador do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana).


Sua transmissão se dá através de várias formas: pelo ato sexual desprotegido, pelo contato sanguíneo (por acidente ou pela utilização de objetos perfurocortantes - por exemplo o compartilhamento de seringas). Até o final de 2021, cerca de 38 milhões de pessoas conviviam com o vírus no mundo, sendo que cerca de 84% dessas pessoas sabiam de sua condição relacionada à doença. Cerca de 6 milhões de pessoas não sabiam da sua condição de doentes. Apesar de ter havido uma redução de 52% na mortalidade da doença desde 2010, somente em 2020, cerca de 690 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS. Ainda segundo a UNAIDS, o mundo poderá enfrentar 7,7 milhões de mortes relacionadas a AIDS nos próximos 10 anos.

Fonte: UNAIDS.


A Campanha Dezembro Vermelho foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.504/2017 como forma de gerar mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

COMO AIDS AFETA NOSSO ORGANISMO?

A AIDS notadamente atinge três sistemas importantes em nosso organismo: o sistema respiratório, o sistema nervoso, o trato gastrintestinal e o sistema musculoesquelético.


Os principais problemas detectados no sistema respiratório são: pneumonia e a tuberculose.


No sistema nervoso são observadas alterações relacionadas ao próprio vírus; de infecções oportunistas ou do linfoma; de efeitos do uso dos antirretrovirais; neuropatias periféricas e da medula espinhal. Outras duas infecções provocadas pelos protozoários da toxoplasmose e do citomegalovírus também afetam esse sistema.


No sistema musculoesquelético, o vírus causa fraqueza muscular, inflamações nas articulações, dessa forma causando comprometimentos musculares, do equilíbrio, desta forma atingindo diretamente a qualidade de vida do paciente, através das limitações funcionais.

E COMO A FISIOTERAPIA PODE AJUDAR?

O fisioterapeuta pode ajudar esses pacientes avaliando e estabelecendo condutas com a finalidade de minimizar os efeitos da doença, primando pela manutenção dos sistemas atingidos principalmente além de buscar estabelecer para indivíduo, a melhor qualidade de vida possível.


É importante esclarecer que o tratamento para este paciente, tanto no meio hospitalar como no ambulatorial, deve ser assistido por uma equipe multidisciplinar, a fim de otimizar as condutas e proporcionar um melhor tratamento ao paciente.


Na área motora o fisioterapeuta buscará a manutenção da força e da resistência muscular, além de buscar que o paciente mantenha a amplitude dos movimentos. A facilitação da inibição neuromuscular, mobilizações, posicionamentos e mesmo imobilizações, se necessário, para ajudar na manutenção do tônus muscular são objetivos buscado pelo profissional em fisioterapia.


A fisioterapia respiratória é uma especialidade deste profissional que é de suma importância ao tratamento, uma vez que o sistema respiratório, devido às patologias oportunistas que cometem os pulmões, perde capacidade ventilatória, eficiência na troca gasosa e muitas vezes, são necessárias técnicas de aporte ventilatório não invasivo ou invasivo para que o indivíduo não sofra devido à sua debilidade.


É importante também destacar as técnicas utilizadas para a higiene brônquica, pois a debilidade dos pulmões associado ao longo tempo acamado, acaba por facilitar o acúmulo de secreções, sendo uma porta aberta para outras infecções. Com isso é proporcionado ao paciente que ele tenha uma melhor qualidade na sua respiração. COMO SE PREVENIR?

Normalmente quando falamos em prevenção relacionado ao “sexo seguro”, frisamos o uso da camisinha, porém as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) há diversas outras formas que são mais efetivas para o controle dessas infecções, como:


- Usar preservativos;

- Vacinar-se contra a hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV;

- Testar regularmente para a presença de HIV e outras ISTs;

- Tratar todas as pessoas vivendo com o HIV;

- Realizar exames preventivos para o câncer de colo uterino;

- Realizar a profilaxia pré-exposição, quando indicado;

- Realizar a profilaxia pós-exposição, quando indicado;

- Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção, dentre outras.

COMO ESSE QUADRO INFECCIOSO AFETA NOSSO PSICOLÓGICO?

Com os avanços dos tratamentos tem-se melhorado muito a qualidade de vida do paciente, porém ele ainda enfrenta diversos desafios relacionados à convivência com a infecção, o que gera sofrimento emocional, sendo necessária também a intervenção de profissionais da saúde mental.


O adoecimento causa um impacto relevante na vida e no equilíbrio da pessoa, seja ela orgânica, afetiva, relacional, social e produtiva. A pessoa não consegue se adaptar às situações rotineiras, desta forma, ela apresenta um enfrentamento a essas situações de maneira mais conflituosa e pouco eficaz. Além de todos esses dilemas, cabe salientar que este paciente pode desenvolver quadros depressivos/ansiosos ligados à vivência com o HIV, a progressão da doença e todos os aspectos sociais envolvidos, conforme mencionado.


Procure um profissional habilitado e tire suas dúvidas. Lembrando, a prevenção é sempre melhor que o tratamento!


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