ALTAS HABILIDADES E SUPERDOTAÇÃO

Atualizado: Mai 19


Davi Cirne, nasceu em 2012 em Vitória (ES), sem escola e professores aprendeu a ler e escrever Inglês com apenas 2 anos de idade. Agora com 7 anos, Davi fala 7 idiomas entre eles arabe, russo e chinês. Sabe tudo de história, geografia e sonha viajar o mundo.

É expert em informática e edição, sabe tudo sobre tv e conhece todas as emissoras do mundo. O QI dele é 145 velocidade de pensamento muito acima da média.

Davi apresenta indicadores de altas habilidades ou superdotação situando- se sua capacidade intelectual em nível muito superior, com indicadores de precocidade, autodidatismo poligrotismo, (7 linguas), nativismo digital, e sensibilidade de dois tipos "superextabilidade intelectual e "superextabilidade emocional", assim denominadas por Dabrowski Piechowski

Um gênio ou génio é uma pessoa com grande capacidade mental. Ela pode se manifestar por um intelecto de primeira grandeza, ou um talento criativo fora do comum. Na primeira escala de classificação para níveis cognitivos, proposta por Lewis Madison Terman, em 1916, eram classificados como "gênios" as pessoas que obtivessem pontuação acima de 150, e "quase gênio" (near genius) entre 140 e 150, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Posteriormente, em 1928, essas classificações foram modificadas e passou-se a considerar "gênio" somente quem obtivesse pontuação acima de 180, também numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Para David Wechsler, o termo "gênio" poderia ser aplicado a quem obtivesse escore acima de 127, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 15. Mais tarde, passou a classificar como "gênio" quem obtivesse pontuação acima de 150. Pela classificação mais recente do Stanford-Binet V (2003), o termo gênio é aplicado a quem obtém escore acima de 160, sendo reservado o termo "superdotado" para quem obtém pontuação entre 145 e 160.

O termo "gênio" também se aplica a alguém que seja um polímata ou alguém habilidoso em muitas áreas intelectuais. O termo se aplica com precisão a habilidades mentais, mais que físicas, embora seja também usado coloquialmente para indicar a posse de um talento superior em qualquer campo.

Deve-se ter em consideração que é perigoso tomar como referência as pontuações em testes de QI quando se deseja fazer um diagnóstico razoavelmente correto de genialidade.

Há que se levar em consideração que em todos as pontuações, e em todas as medidas, existe uma incerteza inerente, bem como os resultados obtidos nos testes representam a performance alcançada por uma pessoa em determinadas condições, não refletindo necessariamente a capacidade total ou ótima da pessoa em condições ideais. Fatores como sono, cansaço, estresse, desmotivação, ansiedade, entre outros, podem prejudicar os resultados nos testes, bem como fatores como a sorte podem inflacionar resultados em testes de múltipla escolha.

E o mais importante: a grande maioria dos testes cognitivos usados em clínicas se baseia em questões demasiado elementares, inadequadas para estimar a capacidade intelectual em níveis muito altos. Isso gera muitas distorções quando se tenta diagnosticar "genialidade" com base num teste de QI. O ganhador do Nobel de Física Richard Feynman, por exemplo, obteve escore 125 num teste de QI, e foi considerado portador de uma das mentes mais brilhantes do século XX, ao passo que alguns professores medianos de Física frequentemente alcançam escores de 140 a 160, desde que tenham pensamento rápido, já que a rapidez para resolver problemas simples é um quesito para se obter bons resultados em testes de QI tradicionais.

Outro exemplo é o campeão mundial de Xadrez Garry Kasparov, que obteve escores 123 e 135[1] em dois testes de QI, sendo que sua genialidade é indiscutível. Fatos como este, quando não são adequadamente analisados, podem colocar em dúvida a validade dos testes de QI e os diagnósticos baseados nos testes.

Por isso, quando se trata do conceito de "gênio", é mais recomendável que o "diagnóstico" seja baseado na produção intelectual. Em 1973, Kevin Langdon criou os primeiros testes de inteligência sem limite de tempo, e com nível de dificuldade muito mais alto que o dos testes de QI tradicionais. Entre 1982 e 1985, Ronald Hoeflin criou outros três testes difíceis e sem limite de tempo, seguindo a mesma linha. Nas primeiras normatizações, estimava-se que estes testes seriam capazes de medir corretamente o QI até cerca de 190, enquanto os testes de QI tradicionais, como WAIS, Stanford-Binet, Cattell, Raven etc., só podiam medir corretamente até cerca de 135.

Em normatizações mais recentes (2003-2006) e mais rigorosas, verificou-se que os testes de Hoeflin possuem um teto de validade perto de 165, sendo questionável a validade dos escores obtidos nos testes de Hoeflin que superem o patamar de 170. No final dos anos 1990 e início do século XXI, houve um surto de novos testes difíceis, criados por membros de sociedades de alto Q.I., e atualmente existem dezenas de testes que pretendem medir adequadamente o QI até cerca de 180 ou mais, embora seja discutível se de fato os escores acima de 165 nestes testes são representações adequadas da capacidade intelectual.

De qualquer modo, como são testes muito difíceis, complexos e demandam meses ou anos para serem solucionados, isso os torna mais semelhantes aos desafios intelectuais da vida acadêmica e faz com que representem melhor o nível de produção intelectual das pessoas examinadas. Empresas de alta tecnologia, como IBM e Microsoft, desenvolvem seus próprios testes cognitivos para selecionar seus colaboradores, geralmente com nível de dificuldade intermediário entre os testes de QI tradicionais e os testes mais difíceis criados por Langdon, Hoeflin, Lygeros e outros.

Para uma distribuição normal de escores com média 100 e desvio-padrão 16, um QI 180 corresponde a 5 desvios-padrão acima da média. Isso representa um nível de raridade de 1 em 3.500.000. Ou seja, há atualmente no mundo cerca de 2.000 pessoas com Qi neste nível de raridade. Assim, o nível de raridade acaba sendo um parâmetro adequado para atribuir o predicado de "gênio".

Percebe-se que figuras ilustres desempenharam importante papel na sociedade. Transformaram e continuam transformando diversas áreas do conhecimento, inclusive a educacional. Percebe-se que da Antiguidade à Contemporaneidade pessoas com altas habilidadedes/superdotação continuam na invisibilidade. Significa dizer que entram e saem do sistema educacional sem que sejam identificadas e potencializadas de acordo com suas necessidades e área de interesse. É importante um novo olhar para que os altos habilidosos possam contribuir com o crescimento e produção científica pois se estimulados poderão desenvolver novas pesquisar e elaborar novos saberes, saindo da invisibilidade e colaborando com o crescimento intelectual do nosso país.


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