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Os heróis, mas não do filme.


O arquétipo do herói é necessário, porque são de fato, mas são da vida real e não podemos esquecer que estamos aqui, entre vocês da sociedade, com filhos, pais e amigos, pagando imposto, gerando renda e protegendo a vida, bem maior.


São famílias, homens e mulheres, pessoas que acordam cedo, amarram suas roupas escondidas no fundo do porta malas, possuem dúvidas se voltam, se terão sua liberdade perdida em uma ação em que 5 segundos pode ser a diferença entre virar herói ou ser massacrado para uma eternidade.


Dois jovens que tinham sonhos, como todos os que partiram em décadas, que como já demonstrado em números, superam conflitos regulares em guerras pelo mundo somadas, inclusive as do oriente médio e do leste europeu.


Adotamos discursos que nesse momento devem sim ser o norte, a captura desses covardes, para além disso, pensemos no valor de nossas ações desde que entramos, como fizemos oprimidos serem libertados, quantos bebês nasceram em viaturas, quantos atos não fizemos nessa carreira que beneficiou milhares de pessoas.


Usamos o termo herói para nossos tombados em serviço, sim, são heróis em lutar uma guerra que não assegura direitos para homens fortes que protegem os mais frágeis, pela obtusa conclusão de juristas que nunca sentirão o calor e o suor da farda com colete, e muito menos terão que entregar uma bandeira para uma mãe ou viúva. Mas somos humanos e temos a cidadania que deve compor nossa proteção social e jurídica.


Somos missionários sim, mas exatamente por isso, temos que fazer com que a sociedade entenda que além de ser a última barreira contra a total anomia social, fruto de um passado triste que criou esse cenário, os heróis de carne e ossos tem que viver, viver!


Jan Creveld, pai, policial e carioca por um Rio melhor!


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